GoLoop

Encurtador de links para WhatsApp: pré-visualização, clique e conversão

Por Cícero Moura11 min de leitura

Encurtador de links para WhatsApp é o link curto que leva a pessoa direto a uma conversa (o wa.me com o número) ou que circula dentro do WhatsApp levando ao site, e que mede o que aconteceu depois do clique. A pré-visualização que o aplicativo gera ao colar o link é um acesso automatizado, e precisa ser contada à parte.

Encurtador de links para WhatsApp cobre dois caminhos que costumam ser confundidos. No primeiro, o link leva para o WhatsApp: está na bio, no anúncio, no cartaz, e abre uma conversa com o seu número. No segundo, o link circula no WhatsApp: alguém cola numa lista de transmissão ou num grupo, e ele leva para o seu site. Os dois precisam de um endereço curto, os dois geram uma pré-visualização, e os dois têm um clique que precisa ser medido sem inflar. Este guia trata dos dois, com a documentação da Meta como fonte.

Neste artigo
Capa fractal azul e verde-azulado, ruido, artigo sobre encurtador de links para whatsapp.

É um encurtador comum aplicado a um dos dois usos acima. Ele transforma uma URL longa, com número de telefone, texto pré-preenchido ou parâmetros de campanha, num endereço curto que cabe na bio do Instagram, num cartaz ou numa mensagem, e registra o clique antes de redirecionar.

O que muda de um encurtador para outro é o que ele sabe depois do clique. Um encurtador simples conta acionamentos e para aí. O encurtador do GoLoop mede quatro estágios e nunca os soma: o clique, registrado no redirecionador; a chegada confirmada, quando a página de destino carregou e o script confirmou; a sessão iniciada; e a conversão posterior, quando essa mesma pessoa cumpriu um evento marcado como conversão. Para um link que leva ao site, os quatro existem. Para um link que leva ao WhatsApp, o destino é o aplicativo, não uma página sua, e o que existe é o clique; o resto se mede de outro jeito.

O link de clique para conversa é um endereço que, ao ser aberto, inicia uma conversa com um número, sem que a pessoa precise salvá-lo. A documentação da WhatsApp Business Platform, da Meta, descreve dois formatos.

O formato tradicional é https://wa.me/<número>/?text=<texto codificado>. O número vai no formato internacional, com o código do país e sem os símbolos + ou -; para um celular de São Paulo, 5511999999999. O texto pré-preenchido é opcional e vai codificado na URL, com %20 no lugar de cada espaço. A página de ajuda do WhatsApp sobre cliques para conversar é a referência do usuário final para esse formato.

O segundo formato é o link curto do WhatsApp Business, https://wa.me/message/CODIGO. A documentação da Meta diz que "os novos links curtos permitem que as mensagens pré-preenchidas associadas a um link sejam editadas ou apagadas a qualquer momento", que eles reduzem a URL a um código aleatório e mascaram o número. Ao abrir, a pessoa inicia a conversa com uma mensagem pré-preenchida de até 140 caracteres.

Nenhum dos dois diz de onde a pessoa veio: o WhatsApp sabe que alguém abriu a conversa, não se foi pelo cartaz, pelo anúncio ou pela bio. É o espaço do encurtador com medição: um link curto por material, todos apontando para o mesmo wa.me.

Quatro razões, e nenhuma delas é o tamanho do link.

  • Pré-visualização limpa. Quando o link curto aponta para uma página sua, a pré-visualização vem das tags Open Graph dessa página, e não do endereço do encurtador. A documentação da Meta sobre pré-visualização de link lista o que é lido: og:title, em negrito em até duas linhas; og:description, para o qual "80 caracteres bastam"; og:url, "sem decoração, sem variáveis de sessão, parâmetros que identifiquem o usuário e contadores"; e og:image, com menos de 600 KB e 300 pixels ou mais de largura, tudo no head, dentro dos primeiros 300 KB do HTML.
  • Mensagem limpa. Um link com três parâmetros UTM ocupa duas linhas numa mensagem e parece rastreamento, porque é. O link curto carrega a mesma informação sem exibi-la, e o script apaga o token do endereço depois de confirmar a chegada.
  • Trocar o destino depois. O cartaz já está na parede e o número mudou, ou a promoção acabou. O endereço curto continua o mesmo; só o destino muda. O que não muda é o código: um código já usado nunca é reaproveitado, mesmo depois de o link ser apagado.
  • Um material, um link. Bio, cartaz, anúncio e assinatura de e-mail apontam para a mesma conversa, mas cada um tem o próprio link curto. É o que permite saber qual deles trouxe a conversa. Quando o link curto nasce de uma campanha do gerador de UTM, a campanha vai junto, e o QR Code impresso soma com os cliques digitais na mesma tela.

Por que a pré-visualização gera acessos que não são pessoas?

Porque a pré-visualização é uma visita ao seu site feita por um programa, antes de qualquer pessoa clicar. A documentação da Meta descreve o mecanismo: "em nome do remetente, o WhatsApp vai rastrear essa URL e tentar gerar uma pré-visualização do link". A leitura acontece enquanto a mensagem está sendo composta, por uma requisição HTTP GET, com um User-Agent no formato WhatsApp/2.x.x.x A|I|N, em que a letra final indica Android, iOS ou web.

Para o servidor do seu site, essa requisição é um acesso; para um encurtador simples, é um clique. Um link colado num grupo de duzentas pessoas gera uma pré-visualização, às vezes várias, antes de qualquer ser humano tocar nele. Sem separar, o link "teve trezentos cliques" no minuto seguinte ao envio. A documentação da Meta não diz quantas requisições um grupo produz, e este artigo não inventa o número.

O GoLoop reconhece esse tráfego e o conta à parte, pela identificação que o próprio programa envia. A leitura é conservadora: quando não reconhece, a plataforma trata o acesso como visita comum, porque classificar uma pessoa como robô esconderia dado real. O acesso automatizado não é jogado fora: é marcado na origem, fica registrado e sai das contagens de clique e de visita.

O WhatsApp tem uma opção para desligar a pré-visualização nas configurações de privacidade. Ela reduz os acessos automatizados, mas não os zera, porque a escolha é de quem envia.

Como medir clique, chegada e conversa iniciada?

A medição depende da direção do link.

Link que leva ao site (circula no WhatsApp). Os quatro estágios se aplicam, e a leitura que importa é a taxa de chegada, a razão entre chegada confirmada e clique, que a documentação do encurtador do GoLoop descreve como diagnóstico. Perto de 100% significa que o destino está bem instrumentado. Muito abaixo disso costuma querer dizer que o script não está rodando na página de destino, e não que ninguém chegou: a pessoa desiste no carregamento, um bloqueador barra o script, ou o aplicativo abre o link numa janela interna que fecha sozinha. O número não acusa o anúncio; avisa que a medição do destino está quebrada.

Link que leva ao WhatsApp (está no site, no cartaz, na bio). O destino é o aplicativo, e o script não roda lá. O que se mede:

  1. O clique no link curto, registrado no redirecionador, por material. É o que diz se o cartaz ou a bio trouxe alguém.
  2. O clique no botão da página, quando o link está no seu site. É um evento de clique em elemento marcado, que o script padrão captura; a Sugestão de eventos da tela de Páginas aponta "botão de WhatsApp" entre o que costuma valer medir.
  3. A conversa iniciada, que só existe para o site se a pessoa deixar um rastro antes de sair: um modal aberto pelo próprio botão, pedindo nome e telefone. O guia sobre captura de leads trata do momento certo e do critério, que é não perder o clique.

Com o pré-cadastro, quem iniciou a conversa aparece na tela de Atividades com nome, origem e as páginas que viu antes de clicar. Sem ele, o que existe é a contagem de cliques por material, que já responde qual material levou mais pessoas até o botão. Um funil com etapas de campanha, página, identificação e clique no botão mostra em que degrau as pessoas param antes da conversa.

  1. Monte o wa.me. Número no formato internacional, sem +, sem zero à esquerda, sem parênteses ou traços. Texto pré-preenchido vai codificado; teste o link num celular antes de tudo.
  2. Crie a campanha. No gerador de UTM, a campanha é um cadastro com nome, destino e situação. Um link curto por material vai nascer dela.
  3. Gere um link curto para cada material. Bio, cartaz, anúncio, assinatura. Todos apontam para o mesmo wa.me; cada um tem o próprio endereço curto. Para material impresso, gere o QR Code a partir do link curto.
  4. Se o link leva ao site, confira a pré-visualização. Confira as tags Open Graph no head, nos limites da documentação da Meta, e cole o link numa conversa de teste para ver o cartão.
  5. Confira a chegada, se houver destino seu. Clique no link a partir de um celular, e procure a chegada confirmada na tela do link. Se o clique apareceu e a chegada não, o script não está na página de destino.
  6. Deixe a pré-visualização fora da conta. Depois de colar o link num grupo, olhe a tela do link: os acessos automatizados ficam separados dos cliques. Se estiverem somados, o número de cliques não vale.
  7. Leia por material, não por link. A resposta está na tela da campanha, que reúne os links dela.
  • Número com +, zero à esquerda ou traço, ou texto sem codificar. A documentação da Meta pede o número no formato internacional sem os símbolos; qualquer caractere extra abre uma conversa com número errado ou nenhuma conversa. Espaço, acento e & no texto quebram o parâmetro.
  • Página de destino sem Open Graph. Sem og:title e og:image, o WhatsApp tem pouco com que montar o cartão, e o link chega sem imagem ou só como endereço.
  • Imagem pesada demais. A documentação da Meta pede og:image com menos de 600 KB e 300 pixels ou mais de largura; fora disso, o cartão sai sem imagem.
  • Contar a pré-visualização como clique. É o erro que infla o número no minuto seguinte ao envio, e que o tráfego automatizado contado à parte evita.
  • Mídia inventada na UTM. utm_medium=whats não cai em canal nenhum do Google Analytics 4 e vai para Não atribuído; o artigo sobre Unassigned no Google Analytics mostra os valores que o GA4 aceita.
  • Apagar o link que já circulou. O histórico de cliques vai junto, e a tela avisa quantos cliques e quantos QR Codes serão perdidos. Para tirar um link do ar sem perder o histórico, existe a lixeira.
  • Confiar que um link transfere a atribuição a todo o grupo. O token vale uma vez: a primeira pessoa que abre leva o crédito, e as demais entram pela classificação normal de origem.

Perguntas frequentes

Posso trocar o número do WhatsApp depois de imprimir o cartaz?

Sim, se o que está impresso é o link curto e não o wa.me. O endereço curto continua o mesmo e o destino passa a ser o wa.me com o número novo. O que não muda nunca é o código do link, que fica reservado mesmo depois de o link ser apagado.

Quantos caracteres a mensagem pré-preenchida pode ter?

No link curto e no QR Code do WhatsApp Business, a documentação da Meta fala em até 140 caracteres. No wa.me tradicional o texto vai codificado na URL, e frase curta é a escolha segura.

Preciso de conta no WhatsApp Business para usar o wa.me?

Não. O formato wa.me com número funciona com qualquer conta, e a documentação da Meta o apresenta como o formato tradicional. O link curto wa.me/message/CODIGO é o que depende de uma conta comercial na plataforma.

O próximo passo

Pegue o link de WhatsApp que está na sua bio hoje, gere um link curto só para ele e deixe uma semana. Ao fim, compare cliques com acessos automatizados: a diferença é quantas pessoas de verdade a bio trouxe até a conversa, e é o número que um encurtador de links para WhatsApp existe para dar.

Cícero Moura

Cícero Moura é fundador da GoLoop. Escreve sobre jornada do visitante, funil e o que os números do site realmente dizem, a partir do produto que constrói.

Leia também

Capa abstrata em gradiente fractal roxo e azul, com textura de ruido, para o artigo sobre gerador de utm.
Aquisição e campanhas9 min de leitura

Gerador de UTM: como montar links de campanha sem bagunçar o relatório

Gerador de UTM é a ferramenta que monta, a partir de um formulário, o link de campanha com os parâmetros utm_source, utm_medium e utm_campaign preenchidos do mesmo jeito todas as vezes. Ele existe porque UTM digitada à mão produz relatório de campanha que não fecha.

Capa abstrata em gradiente fractal verde-azulado e laranja, com textura de ruido, para o artigo sobre captura de leads.
Identificação12 min de leitura

Captura de leads no site: formulário, modal e o momento certo

Captura de leads é o momento em que um visitante do site deixa de ser anônimo e passa a ter nome, e-mail ou telefone, por um formulário, um modal ou um botão de contato. O que separa uma captura útil de um cadastro solto é guardar junto de onde a pessoa veio e o que ela fez antes de preencher.

Capa abstrata em gradiente fractal laranja e azul, com textura de ruido, para o artigo sobre unassigned no google analytics.
Rastreamento12 min de leitura

Unassigned no Google Analytics: de onde vem e como consertar a origem

Unassigned no Google Analytics é o canal que o GA4 usa quando a origem e a mídia de uma visita não batem com nenhuma regra do grupo de canais. Ele costuma nascer de um utm_medium fora da lista que o GA4 reconhece, e o conserto é escrever a mídia com um valor dessa lista.

Voltar para o blog