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Gerador de UTM: como montar links de campanha sem bagunçar o relatório

Por Cícero Moura9 min de leitura

Gerador de UTM é a ferramenta que monta, a partir de um formulário, o link de campanha com os parâmetros utm_source, utm_medium e utm_campaign preenchidos do mesmo jeito todas as vezes. Ele existe porque UTM digitada à mão produz relatório de campanha que não fecha.

Gerador de UTM é o nome genérico de uma ferramenta simples: você informa o destino, a origem, o meio e o nome da campanha, e ela devolve a URL pronta. O Google oferece um, o Campaign URL Builder, e o GoLoop tem o seu, que faz uma coisa a mais: trata a campanha como um cadastro, e não como texto solto. Este artigo explica o que cada parâmetro faz, o que o Google Analytics 4 exige, onde o link quebra e o que muda quando a campanha vira entidade.

Neste artigo
Capa abstrata em gradiente fractal roxo e azul, com textura de ruido, para o artigo sobre gerador de utm.

O que é UTM e para que serve o gerador?

UTM é um conjunto de parâmetros que você acrescenta ao fim de um link para dizer à ferramenta de análise de onde a visita veio. A sigla vem de Urchin Tracking Module, o nome do sistema que o Google comprou em 2005 e que virou o Google Analytics. O formato é sempre o mesmo: https://seusite.com.br/pagina?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=lancamento.

Sem UTM, a ferramenta tenta adivinhar a origem pelo referrer do navegador. Um clique vindo de um e-mail, de um aplicativo de mensagens ou de um cartaz impresso costuma chegar sem referrer nenhum, e cai em "direto". Com UTM, a origem vem escrita no próprio link, e a visita é atribuída à campanha certa.

O gerador de UTM serve para montar esse link sem erro. Parece trabalho pequeno, e é. O problema é que ele se repete dezenas de vezes por mês, por pessoas diferentes, e cada variação de escrita vira uma linha nova no relatório. É esse acúmulo que o gerador evita.

Quais são os parâmetros UTM e qual é obrigatório?

A documentação do Google Analytics 4 lista os parâmetros que a ferramenta lê e diz, com todas as letras, que "você deve usar sempre utm_source, utm_medium e utm_campaign". Os outros são opcionais.

ParâmetroO que é, nas palavras do GoogleExemplo
utm_source"referenciador, por exemplo, google, newsletter4, outdoor"newsletter
utm_medium"mídia de marketing, por exemplo, cpc, banner e e-mail"email
utm_campaign"produto, slogan, código promocional, por exemplo, liquidação_de_primavera"black-friday-2026
utm_term"palavra-chave paga"funil de conversão
utm_content"use para diferenciar criativos"botao-topo
utm_id"ID da campanha. Usado para identificar uma campanha ou promoção específica"bf26

Fonte: Google, documentação "Coletar dados de campanha com URLs personalizados" do GA4, consultada em setembro de 2026.

Há mais dois parâmetros na lista do Google, utm_source_platform, utm_creative_format e utm_marketing_tactic, e a própria documentação avisa que os dois últimos não aparecem nas propriedades do GA4. Na prática, os três obrigatórios resolvem a campanha típica de uma empresa pequena ou média; utm_content entra quando o mesmo e-mail tem dois botões e você quer saber qual deles foi clicado.

Uma regra que a documentação destaca e que muita gente descobre tarde: "Os valores dos parâmetros diferenciam maiúsculas de minúsculas. Por exemplo, utm_source=google é diferente de utm_source=Google." Escreva tudo em minúsculas, sempre, e o problema some.

O relatório de aquisição do GA4 não mostra a UTM crua. Ele agrupa cada visita em um canal (Pesquisa orgânica, Pesquisa paga, E-mail, Social orgânico e assim por diante) usando regras fixas sobre origem e meio. Se o seu utm_medium não bater com a regra, a visita cai em "Não atribuído", que é o canal que ninguém consegue ler.

As regras estão na documentação do grupo de canais padrão. As que mais importam para quem monta link:

  • E-mail: origem ou meio igual a email, e-mail, e_mail ou e mail. Um utm_medium=newsletter não entra aqui; entra em Não atribuído.
  • Pesquisa paga: origem em um buscador reconhecido e meio no padrão cp, ppc, retargeting ou começando com paid. O clássico cpc funciona; pago não.
  • Social orgânico: origem em uma rede social reconhecida, ou meio igual a social, social-network, social-media, sm, social network ou social media.
  • Referência: meio igual a referral, app ou link.
  • Direto: origem (direct) e meio (not set) ou (none), ou seja, quando não veio nada.

A lição é usar os valores que a regra espera, em inglês, mesmo com o painel em português. utm_medium=email cai em E-mail; utm_medium=e-mail marketing cai em Não atribuído. Um gerador que já oferece a lista fechada de meios resolve isso antes de o link existir.

Por que o gerador de UTM vence a UTM digitada à mão?

Porque cada pessoa escreve de um jeito, e a ferramenta trata cada jeito como uma campanha diferente. Os erros se repetem em todo time que já vimos, e nenhum deles aparece como erro: o link funciona, a página abre, a visita é registrada. O que quebra é a soma.

  • Variações do mesmo nome. black-friday, black_friday, BlackFriday e Black Friday são quatro campanhas para o GA4. A regra de maiúsculas do próprio Google garante isso.
  • Meio inventado. utm_medium=post, utm_medium=stories, utm_medium=whats. Nenhum cai num canal conhecido; todos vão para Não atribuído.
  • Origem e meio trocados. utm_source=email&utm_medium=newsletter em vez de utm_source=newsletter&utm_medium=email. O canal E-mail aceita a palavra em qualquer um dos dois campos, então este caso até passa, mas o relatório por origem fica com "email" como se fosse um site.
  • Parâmetro faltando. Sem utm_medium, o GA4 não tem como aplicar a regra de canal. O Google exige os três por isso.
  • Espaço no valor. O navegador transforma em %20, e o relatório mostra liquidacao%20de%20primavera.

Corrigir isso depois é caro. O relatório histórico não muda; o que dá para fazer é criar uma regra de canal personalizada que junte as variações, e conviver com o passado sujo. Padronizar antes custa um formulário.

O que muda quando o gerador de UTM trata a campanha como entidade?

No gerador do Google, a campanha é o texto que você digita no campo. No Gerador de UTM do GoLoop, a campanha é um cadastro: tem nome, destino, situação e uma lista de links que pertencem a ela. Você cria "Black Friday 2026" uma vez, e cada link novo escolhe a campanha numa lista, em vez de digitar o nome de novo.

Isso resolve os dois problemas do tópico anterior na origem. O nome escrito na URL é sempre o mesmo, porque quem escreve é a plataforma. E se o nome precisar mudar, muda num lugar só, e o histórico continua ligado, porque o que liga os links não é o texto, é o cadastro.

O que você preenche é o mínimo: destino e campanha. Origem e meio vêm da campanha e podem ser ajustados por link, quando o mesmo material vai para dois canais. A leitura do resultado também muda de lugar: em vez de olhar link por link, a tela da campanha reúne visitas, pessoas identificadas e conversões de todos os links dela. É a resposta para a pergunta que se faz de verdade, "a Black Friday valeu a pena?", e não "quantos cliques teve aquele link".

A campanha ainda tem situação: rascunho, agendada, ativa, pausada, encerrada e arquivada. Encerrar não apaga nada. Os links continuam funcionando e o histórico continua somando; a situação só organiza a lista depois do décimo mês de operação.

Google Ads. As contas novas vêm com a codificação automática ligada, que acrescenta ao link um parâmetro chamado GCLID, o identificador de clique do Google. A documentação do Google Ads é direta sobre o que acontece quando os dois convivem: "no Google Analytics 4 (GA4), a codificação automática é priorizada em relação à manual devido à ausência de uma opção de substituição." Ou seja, para o GA4, a UTM manual num anúncio do Google Ads é ignorada em favor do GCLID. Ela continua útil para qualquer outra ferramenta que leia o link, como o GoLoop, que não depende do GCLID.

Meta e outras plataformas de anúncio. Cole o link gerado no campo de URL do anúncio. É o mesmo padrão de UTM que essas plataformas já esperam. Use utm_medium=cpc ou paid-social para cair em Social pago, e não um meio inventado.

Link curto e QR Code. Um link com UTM já é atribuído corretamente; o link curto acrescenta duas coisas que a URL longa não tem: um endereço que cabe na bio e no cartaz, e a medição de clique e de chegada. No GoLoop, quando você gera um link curto ou um QR Code a partir do link de campanha, a campanha vai junto. O clique no impresso passa a somar com o clique do e-mail, na mesma tela.

Para saber se a campanha rendeu além do clique, o próximo passo é montar um funil de conversão com a campanha como primeira etapa: quem chegou por ela, quem viu a página que interessa e quem converteu. E se você ainda usa só o Google Analytics, vale entender o que ele mostra e o que ele não mostra antes de confiar a leitura da campanha a ele.

Perguntas frequentes

A UTM aparece na barra de endereço do visitante?

Sim, é assim que ela funciona: os parâmetros ficam visíveis na URL. Se isso incomodar, o link curto é a alternativa, porque carrega a informação sem exibi-la, e limpa o endereço depois de confirmar a chegada.

Quantos parâmetros UTM o GA4 aceita?

A documentação lista nove, mas avisa que utm_creative_format e utm_marketing_tactic não são informados nas propriedades do GA4. Na prática são sete, e só três são obrigatórios.

Minhas visitas de campanha aparecem como "Não atribuído". O que houve?

Quase sempre é o utm_medium fora da lista que o GA4 reconhece. Troque por um valor da regra do canal (email, cpc, social, referral) e o próximo clique já cai no lugar certo. O histórico não muda.

O próximo passo

Abra a lista de campanhas do último trimestre no seu relatório e conte quantas são a mesma campanha com nomes diferentes. Esse número é o que um gerador de UTM com campanha cadastrada teria evitado, e é o primeiro motivo para nunca mais montar link à mão.

Cícero Moura

Cícero Moura é fundador da GoLoop. Escreve sobre jornada do visitante, funil e o que os números do site realmente dizem, a partir do produto que constrói.

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