Encurtar link: como fazer em cinco passos e conferir se ele mede o clique
Encurtar link é trocar uma URL longa por um endereço curto que redireciona para o mesmo destino. Em cinco passos você escolhe a ferramenta, cola o destino, personaliza o final, testa e confere se o clique está sendo contado.
Encurtar link é uma tarefa de dois minutos que decide se você vai saber, na semana que vem, quantas pessoas clicaram no que divulgou. O endereço curto cabe na bio, na mensagem e no cartaz, e esse é o motivo visível. O que importa é o outro: todo clique num link curto passa por um servidor antes de chegar ao destino, e é nessa passagem que ele pode ser contado. Este guia mostra o passo a passo, o que muda por canal, o que testar antes de divulgar e por que "clique" e "chegada ao site" são números diferentes.
Neste artigo
O que acontece quando você encurta um link?
O encurtador guarda um par: um código curto e a URL longa que ele representa. Quando alguém abre o endereço curto, o servidor do encurtador procura o código, registra o acesso e responde com um redirecionamento para a URL longa. A pessoa vê a página de destino; o encurtador viu o clique.
Esse desvio é o que torna o link curto medível. Uma URL colada direto num cartaz não conta nada, porque o navegador vai do papel ao site sem passar por ninguém. O link curto acrescenta um ponto de contagem no caminho, e registra cliques mesmo quando o destino é um site de terceiro sem rastreamento.
A documentação para desenvolvedores do Bitly separa quatro tipos de link curto, e a separação vale para qualquer ferramenta: domínio genérico com código aleatório (bit.ly/2dt1pnm), domínio genérico com final personalizado (bit.ly/newsupdate), domínio próprio com código aleatório e domínio próprio com final personalizado. Segundo a mesma página, "both the domain and the back-half of a short link can be customized to some extent, depending on your subscription plan". Quanto mais personalizado, mais o link parece seu e menos parece spam.
Como encurtar link em cinco passos?
O passo a passo abaixo é genérico e vale para o Bitly, para o encurtador do GoLoop e para qualquer outro; onde a interface muda, o texto diz.
- Escolha a ferramenta. Os critérios estão na próxima seção. Para medir, é preciso estar logado em alguma ferramenta, porque a estatística fica na conta. Segundo o artigo de ajuda do Bitly "How do I create links with Bitly?" (atualizado em julho de 2026), o caminho no painel é "Click Create new in the left sidebar and select Shorten a link".
- Cole o destino. A URL longa, completa, com
https://. Se o link já tem parâmetros de campanha, cole com eles; no Bitly há um interruptor para UTM que, nas palavras da mesma página de ajuda, acrescenta os parâmetros "to the long link before we short it". No GoLoop, o link curto criado a partir de um link do Gerador de UTM herda a campanha sem que você digite nada. - Personalize o final. Troque o código aleatório por uma palavra que diga aonde o link leva:
/guia-precosem vez de/3xKq9. Segundo a página de boas práticas do Bitly (agosto de 2026), o final deve ser curto, sem números e caracteres aleatórios, e relevante para o destino; o exemplo dado éyourbrand.co/spring-sale-24, que "won't conflict with future campaigns". O limite do Bitly, na documentação, é de 255 caracteres. - Teste. Abra o link curto numa aba anônima do computador e no celular, e confira se a página que abre é a que você queria. A lista completa do que testar está mais adiante.
- Confira a estatística. Depois de um clique seu, abra a tela do link e veja se ele foi contado. Se a ferramenta separa clique de chegada, como o GoLoop, confira os dois. Um link que não registra o seu clique de teste não vai registrar o de ninguém.
O quinto passo é o que separa "encurtei" de "estou medindo". Leva um minuto e evita descobrir, no fim da campanha, que o link contava zero.
Qual ferramenta escolher para encurtar link?
Seis perguntas resolvem a escolha:
- O link continua existindo se a ferramenta acabar? O Google encerrou o goo.gl. Segundo o blog de desenvolvedores do Google, o anúncio de julho de 2024 dizia que depois de 25 de agosto de 2025 "all links served will return a 404 response"; a atualização de agosto de 2025 preservou os links com uso e desativou os sem atividade no fim de 2024. Um link impresso depende do encurtador continuar de pé.
- Dá para trocar o destino depois? É a razão de existir do link curto no impresso: a promoção muda, o cartaz não. No GoLoop, o destino muda e o código continua o mesmo.
- O código é reaproveitado? Um código apagado que volta a circular para outro cliente é um risco de quem imprimiu. No GoLoop, "um código já usado nunca é reaproveitado, mesmo depois de o link ser apagado".
- A estatística separa robô de pessoa? A pré-visualização que o WhatsApp gera ao colar o link é um acesso, e sem separação vira clique. A seção sobre clique e chegada trata disso.
- Dá para usar domínio próprio? No Bitly, segundo a página de boas práticas, "custom domains are only available with paid subscription plans". No GoLoop, o endereço curto da plataforma funciona desde o primeiro dia, e domínio próprio depende de DNS e certificado, tratado caso a caso.
- A medição continua depois do clique? Encurtador comum para no redirecionamento. Uma ferramenta de rastreamento instalada no site de destino, como o GoLoop, sabe se a pessoa chegou, navegou e converteu, e junta isso ao clique.
Para um link de uso único, a primeira pergunta basta. Para um link que vai para a gráfica, as três primeiras são obrigatórias.
Como usar o link curto no WhatsApp, na bio do Instagram e no impresso?
WhatsApp. O link curto resolve dois problemas: a URL longa quebra em duas linhas e parece suspeita, e o clique vindo de aplicativo de mensagem costuma chegar ao site sem referrer, ou seja, como tráfego direto. Com o link curto, a origem vem do próprio link. O cuidado é a pré-visualização: ao colar o link, o WhatsApp acessa a página para montar o cartão, e esse acesso não é um clique. Se o destino é uma conversa, o link do WhatsApp (https://wa.me/ seguido do número com código do país) também pode ser encurtado, e o clique que sai do site para o aplicativo passa a ser medido.
Bio do Instagram. É um link só, e ele muda toda semana. Um link curto com destino editável resolve: o endereço na bio fica fixo, e o destino acompanha a campanha do momento. No GoLoop, cada link curto mede clique, chegada, sessão e conversão, e dá para comparar dois criativos com dois links que apontam para o mesmo destino.
Impresso e QR Code. No papel ninguém digita URL longa; o link curto é a forma legível, e o QR Code é o link curto codificado. O gerador de QR Code do GoLoop aponta para um link curto seu, relê o código antes de liberar o download e sai em SVG para a gráfica. Como o impresso é o endereço curto, o destino pode mudar depois de cinco mil folhetos distribuídos, e o que se mede é o mesmo do link, somado à campanha quando o QR está ligado a uma.
Em todos os canais, o link curto criado a partir de um link com UTM soma na mesma campanha que o e-mail e o anúncio. É o que permite ler "a campanha de setembro" numa tela só.
O que testar antes de divulgar o link encurtado?
Cinco testes, na ordem em que os problemas aparecem:
- Pré-visualização. Cole o link numa conversa consigo mesmo no WhatsApp e veja se o cartão monta com título, descrição e imagem. Segundo a documentação da Meta, "WhatsApp crawls the web page via an HTTP GET request" e monta o cartão com as tags Open Graph
og:title,og:description,og:urleog:image, que "must be inside the <head> tag" da página de destino. A imagem precisa ter menos de 600 KB e ao menos 300 px de largura. Cartão vazio quase sempre é tag ausente no destino, não problema do link curto. - Redirecionamento. Abra o link em aba anônima e confira a barra de endereço no fim: é a página certa, com
https, sem cadeia de redirecionamentos intermediários. Cada salto extra é um ponto em que o clique pode se perder. - Celular. Abra pelo próprio WhatsApp e pelo Instagram, que usam navegadores internos. Um destino que abre no computador e trava no navegador interno do aplicativo não vai converter.
- Bloqueador de anúncios. Se a medição depende de um script no destino, como a chegada confirmada do GoLoop, teste com e sem bloqueador. Com bloqueador, o clique é registrado e a chegada não; é o comportamento esperado, e ajuda a entender a taxa de chegada depois. A sonda de instalação confere se a tag está na página de destino sem depender do seu navegador.
- Maiúsculas e cópia. Segundo a página de boas práticas do Bitly, "Bitly Links are case sensitive", e a recomendação é copiar o link da ferramenta em vez de digitá-lo. Num cartaz, use minúsculas e confira a prova da gráfica com o celular, lendo o QR e digitando o link.
Depois dos cinco, dê um clique de teste e procure-o na estatística. Se a ferramenta mostra atividade em tempo real, como a tela Ao Vivo do GoLoop, a própria visita aparece em segundos.
Qual é a diferença entre clique e chegada ao site?
Clique é o que o encurtador conta: alguém acionou o endereço curto e foi redirecionado. Chegada é o que só o site de destino pode confirmar: a página carregou e o script de rastreamento rodou. Entre um e outro cabe muita coisa: a pessoa desiste durante o carregamento, o bloqueador barra o script, o aplicativo abre o link numa janela interna que fecha sozinha, ou o "clique" nem era de uma pessoa.
O encurtador do GoLoop mede quatro estágios e não os apresenta como se fossem um só:
- Clique: registrado no redirecionador, antes do redirecionamento.
- Chegada confirmada: a página de destino carregou e o script confirmou.
- Sessão iniciada: a chegada virou uma visita com navegação.
- Conversão posterior: a mesma pessoa cumpriu, depois, um evento marcado como conversão.
A taxa de chegada é a razão entre chegadas e cliques, e funciona como diagnóstico. Perto de 100%, o destino está bem instrumentado. Muito abaixo disso, na documentação do encurtador, "quase sempre quer dizer que o script do GOloop não está rodando na página de destino", e não que ninguém chegou. O número não acusa o anúncio; avisa que a medição do destino quebrou.
A ligação entre o clique e a pessoa funciona por um token: o redirecionador acrescenta um parâmetro de curta duração à URL de destino, o script lê esse parâmetro no primeiro evento, confirma a chegada e limpa a barra do navegador. A sessão nasce atribuída à campanha mesmo sem referrer, que é como um QR Code impresso deixa de aparecer como tráfego direto. O token vale uma vez: uma URL copiada e colada num grupo não transfere a atribuição para vinte pessoas.
O tráfego que não é gente fica de fora das duas contagens. Robô de busca, monitor de disponibilidade e a pré-visualização de aplicativo de mensagem são reconhecidos e contados à parte. É o que explica um link que "teve cliques" segundos depois de ir para um grupo. Com os quatro estágios, o link curto vira a primeira etapa de um funil: clicou, chegou, viu a página que interessa, converteu. É a mesma leitura que o artigo sobre etapas do funil de vendas faz para o processo comercial inteiro.
Perguntas frequentes
Link curto expira?
Depende da ferramenta e do plano, e a garantia é a política escrita de cada uma; o goo.gl mostra que até um encurtador do Google desativa links, o que aconteceu em agosto de 2025 com os sem uso desde o fim de 2024, segundo o blog de desenvolvedores do Google. No GoLoop, o link continua valendo enquanto existir no workspace, e o código nunca é reaproveitado, mesmo depois de apagado.
Preciso de UTM se já uso link curto?
Não para atribuir a origem: o link curto do GoLoop já identifica sozinho de onde a pessoa veio. A UTM continua útil quando o mesmo destino recebe tráfego de vários canais e você quer separá-los dentro de uma campanha só, e no Bitly ela é adicionada ao link longo antes de encurtar.
Qual é o tamanho máximo da URL que dá para encurtar?
No Bitly, segundo a documentação de ajuda, até 2.048 caracteres, incluindo a pontuação, e o limite vale também para os links usados em QR Codes. URLs maiores costumam vir de ferramentas que empilham parâmetros; limpe a URL antes de encurtar.
Por que o link marcou cliques segundos depois de eu enviar no grupo?
Porque cada aparelho que recebeu a mensagem pode ter gerado uma pré-visualização, e um encurtador comum conta esse acesso como clique. No GoLoop, esse acesso é registrado como automatizado e fica fora da contagem de cliques, que passa a significar pessoas.
Posso pôr o link curto num anúncio do Google ou da Meta?
Pode, mas as plataformas de anúncio já medem o clique e têm regras próprias sobre redirecionamento na URL final. O ganho do link curto está nos canais que não medem nada sozinhos: mensagem, bio, papel e QR Code.
Apagar um link curto apaga o histórico?
No GoLoop, apagar leva o histórico de cliques junto, e a tela avisa quantos cliques e quantos QR Codes serão perdidos antes de confirmar. Para tirar um link do ar sem perder o histórico, o caminho é a lixeira, e o código apagado continua reservado para sempre.
O próximo passo
Pegue o link que está na sua bio hoje, encurte pelos cinco passos e dê um clique de teste. Se a estatística mostrar o clique e a chegada, você tem um link que mede; se mostrar só o clique, ou nada, você acabou de descobrir isso antes da campanha, e não depois.
Cícero Moura
Cícero Moura é fundador da GoLoop. Escreve sobre jornada do visitante, funil e o que os números do site realmente dizem, a partir do produto que constrói.
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