Encurtador de links gratuito: o que ele entrega e o que ele esconde
Encurtador de links gratuito é o plano sem custo de serviços como Bitly, TinyURL, Rebrandly, Cuttly e Short.io: ele encurta e conta cliques, mas limita quantos links você cria por mês, em três dos cinco planos conferidos aqui impede trocar o destino depois, e guarda pouca ou nenhuma estatística. O que ele esconde é o que acontece depois do clique.
Encurtador de links gratuito é a porta de entrada dos serviços de link curto, e é por ela que se conhece o produto. Este comparativo pega a página oficial de preços de cinco serviços conhecidos, anota o que o plano grátis de cada um limita (links por mês, domínio, troca de destino, estatística, expiração), mostra os dois riscos que nenhuma tabela de preços exibe, o serviço que fecha e o destino que some, e termina com o que um link curto precisa medir para servir a uma campanha.
Neste artigo
O que é um encurtador de links gratuito e o que ele faz?
Um encurtador de links transforma uma URL longa em um endereço curto que redireciona para ela. O gratuito é o plano de entrada desses serviços: você cria a conta, cola o link e recebe algo como bit.ly/abc123. Quem clica passa pelo servidor do encurtador, que registra o clique e manda a pessoa para o destino.
O serviço faz três coisas, e vale separar as três, porque o plano grátis limita cada uma de um jeito:
- Encurta. O endereço cabe na bio do Instagram, no cartaz e na mensagem de WhatsApp.
- Redireciona. O endereço curto aponta para o destino; em alguns planos, esse destino pode ser trocado depois.
- Conta. Cada passagem pelo redirecionador vira um clique na estatística.
Na prática, o grátis entrega bem a primeira, entrega a segunda sem a troca de destino e entrega a terceira só em parte. O resto deste artigo mostra onde cada limite mora, com a página oficial de preços de cada serviço como fonte, consultada em setembro de 2026. Preço e limite mudam; o que vale é a página no dia em que você for assinar.
O que o plano grátis de cada encurtador limita?
Cinco serviços conhecidos, cinco planos gratuitos. A tabela abaixo é o que a página de preços de cada um diz no momento da redação, setembro de 2026. Onde a página mostra um traço em vez de texto, a célula diz "não"; onde mostra só um ícone, a célula diz "não informado em texto".
| Serviço (plano grátis) | Links por mês | Domínio | Trocar destino | Estatísticas | Expiração programada |
|---|---|---|---|---|---|
| Bitly | 5 | não | não | conta cliques, sem histórico | não |
| Rebrandly | 10 | 1 endereço .bio e rebrand.ly | não | estatística de até 100 cliques por mês | não |
| TinyURL | 30 | 1 | não informado em texto | sem cliques rastreados e sem histórico | não informado em texto; o link nunca expira por padrão |
| Cuttly | 30 | 1 | não | últimos 30 dias | não |
| Short.io | 1.000 no total da conta | 5 | sim | 50.000 cliques por mês | não |
Fonte: páginas oficiais de preços de Bitly, Rebrandly, TinyURL, Cuttly e Short.io, consultadas em 16 de setembro de 2026.

Fonte: páginas oficiais de preços de Bitly, Rebrandly, TinyURL e Cuttly, consultadas em setembro de 2026. O Short.io ficou fora do gráfico porque o limite dele, 1.000 links, é por conta, e não por mês.
Alguns detalhes que a tabela comprime:
- No Bitly, o plano Free anuncia "5 links/month", "2 QR Codes/month" e "3 custom back-halves/month". A linha "Custom Redirects", que é trocar o destino, marca um traço no Free e "5/mo" no Core, o primeiro plano pago, de US$ 10 por mês cobrados no ano. O histórico de dados ("Data History") também é traço no Free e "30 days" no Core, segundo a página de preços.
- No Rebrandly, o Free dá "10 Links/Mo" e um endereço no formato yourbrand.bio, além do rebrand.ly. A edição de destino aparece como "10 Link Destination Edits/Mo" só no Essentials, de US$ 11 por mês (US$ 8 no anual), e a expiração de link começa no Professional, conforme a página de preços.
- No TinyURL, o Free tem 30 links por mês e 1 domínio, mas as colunas "Tracked Clicks" e "Link Analytics History" ficam vazias no grátis; o Pro, de US$ 9 por mês, é descrito na página de preços como acesso a "advanced link analytics, editing and management". A tabela marca a edição de destino com ícone, sem texto, e por isso a célula acima diz "não informado".
- No Cuttly, o Free dá 30 links e 1 domínio, guarda estatística dos últimos 30 dias ("only the last 30 days are saved") e a "Editable redirection" só entra no Starter, de US$ 12 por mês, e ainda assim "same domain": só para destino no mesmo domínio, segundo a página de preços.
- O Short.io é a exceção: o Free aceita 5 domínios próprios, 1.000 links no total da vida da conta e 50.000 cliques por mês com estatística, e a troca de destino ("Destination URL updating") está na lista do que todo plano inclui. Expiração de link começa no Pro, de R$ 80 por mês na página em reais; o Hobby, primeiro plano pago, custa R$ 25.
A leitura em conjunto, pelas cinco páginas de preços: o grátis dá o endereço curto e um contador. Três dos cinco cobram para trocar o destino e um não informa em texto; quatro dos cinco limitam a criação a 30 links por mês ou menos; e quatro dos cinco não oferecem expiração programada de graça.
Por que trocar o destino é o recurso que fica atrás do pagamento?
Porque é o recurso que resolve o problema de quem já espalhou o link. Um QR Code impresso em mil folhetos, um link na descrição de um vídeo antigo, um endereço num e-mail que já saiu: nada disso pode ser reimpresso ou reenviado. Se a página de destino mudou, o que resta é mudar para onde o link curto aponta.
O plano grátis de Bitly, Rebrandly e Cuttly não deixa fazer isso, segundo as páginas de preços. O link nasce apontando para um endereço e morre apontando para ele. Quando a promoção acaba, o folheto continua levando para a página da promoção. Quando o site troca de estrutura, o link leva para um erro 404.
É um limite silencioso. Ninguém sente falta dele no dia em que cria o link; a falta aparece meses depois, quando o material já está na rua. E o preço de destravar é a assinatura inteira: no Bitly, o Core custa US$ 10 por mês e libera 5 trocas de destino por mês, segundo a página de preços; no Rebrandly, o Essentials libera 10.
No encurtador do GoLoop, trocar o destino é uma das razões de o recurso existir: o endereço curto continua o mesmo, só o destino muda, e o cartaz que já está na parede passa a apontar para a página nova. O que não muda é o código do link: um código já usado nunca é reaproveitado, mesmo depois de o link ser apagado, para que um folder antigo nunca caia na campanha de outra empresa. O gerador de QR Code aponta para esse link curto, e é por isso que a documentação responde "não" à pergunta "o QR Code expira?".
O que acontece quando o encurtador de links gratuito some?
O link curto é um endereço que pertence a outra empresa. Se o serviço fecha, muda de regra ou apaga contas paradas, todo material que carrega aquele endereço deixa de levar a algum lugar. Não é hipótese: aconteceu com o encurtador do próprio Google.
Em julho de 2024 o Google anunciou, no blog de desenvolvedores, que os links no formato goo.gl deixariam de responder depois de 25 de agosto de 2025. Em agosto de 2025 a empresa recuou em parte: links com atividade recente continuam funcionando, e só os que estavam sem uso no fim de 2024, e que passaram a exibir um aviso, pararam na data. O anúncio, com a atualização, recomenda migrar para outro encurtador.
Dois pontos desse caso valem para qualquer serviço grátis. Primeiro: o critério de sobrevivência foi o uso, e não a assinatura; um link parado num folheto antigo era exatamente o tipo de link que morreu. Segundo: a regra mudou duas vezes em um ano, e quem tinha milhares de links espalhados não tinha controle sobre nenhuma das duas mudanças.
O destino também some. O Pew Research Center, no relatório "When Online Content Disappears", de maio de 2024, checou uma amostra de pouco menos de 1 milhão de páginas coletadas pela Common Crawl entre 2013 e 2023, cerca de 90.000 por ano: um quarto delas já não estava acessível em outubro de 2023, e das páginas de 2013, 38% não existiam mais, contra 8% das de 2023. O relatório achou ainda que 23% das páginas de notícias e 21% das páginas de governo tinham ao menos um link quebrado.
Junte as duas coisas. O link curto que não pode ser editado aponta para uma página que, pela taxa do relatório da Pew, tem chance real de sumir em poucos anos; e o próprio encurtador pode encerrar o serviço. Quem usa link curto em material durável precisa de duas garantias: poder trocar o destino e saber que o código não vai ser entregue a outra pessoa. Entre os planos gratuitos comparados, só o Short.io dá a primeira, e nenhuma das cinco páginas de preços fala da segunda.
O que o encurtador gratuito conta como clique?
Tudo que passa pelo redirecionador. E é aí que o número engana, porque parte do que passa não é gente.
Quando alguém cola um link num grupo de WhatsApp, o aplicativo busca a página para montar a pré-visualização, com título e imagem. Isso é um acesso ao link antes de qualquer clique humano. Num grupo grande, são várias pré-visualizações no primeiro minuto. Robôs de busca e monitores de disponibilidade fazem o mesmo. Um contador que soma tudo mostra trezentos cliques para um link que ninguém abriu.
Há um segundo problema, do outro lado do clique. A documentação do Google Analytics 4 sobre tráfego direto lista os encurtadores, com o bit.ly como exemplo, entre as causas de visita sem origem: eles podem remover a informação de referência no caminho. O clique existe na estatística do encurtador, e a visita chega ao site como se a pessoa tivesse digitado o endereço. As duas contagens não se falam, e a segunda é a que importa. O artigo sobre referral no Google Analytics explica como o navegador decide o que enviar de origem.
O GoLoop trata os dois problemas na fonte. O tráfego automatizado, incluindo a pré-visualização de WhatsApp e LinkedIn, é reconhecido e contado à parte, e o clique de robô fica fora das métricas do link. E o link curto mede quatro estágios em vez de um: clique, chegada confirmada (a página de destino carregou e o script confirmou), sessão iniciada e conversão posterior. A razão entre clique e chegada, a taxa de chegada, funciona como diagnóstico, segundo a documentação do recurso: perto de 100%, o destino está bem instrumentado; muito abaixo, o script não está rodando na página de destino, e a sonda de instalação é o lugar para conferir. Um encurtador que mostra só o clique não tem como levantar essa bandeira.
Quando o encurtador de links gratuito basta, e quando não?
Basta quando o link é descartável: um post que dura um dia, um endereço num e-mail interno, um teste. Nesses casos, cinco ou trinta links por mês são suficientes, ninguém vai trocar o destino e o contador de cliques serve como curiosidade.
Deixa de bastar quando uma destas quatro condições aparece:
- O link vai para material que não pode ser refeito. Impresso, vídeo publicado, embalagem, cartão. Aqui trocar o destino é obrigatório, e o grátis de três dos cinco serviços não troca.
- O link é parte de uma campanha. Você quer saber se o clique virou visita e se a visita virou conversão. O contador do encurtador não passa do clique.
- Há mais de um link por semana. Com 5 links por mês no Bitly ou 10 no Rebrandly, pela página de preços de cada um, uma equipe pequena estoura o limite no segundo dia útil.
- O endereço precisa ser da sua marca. Domínio próprio está fora do grátis do Bitly, segundo a tabela dele; Rebrandly, TinyURL e Cuttly anunciam 1 domínio no grátis, e o Short.io, 5. O que cada um chama de domínio varia: no Rebrandly, é um endereço .bio oferecido por eles.
A quarta condição tem uma nota: no GoLoop, o endereço curto da plataforma funciona desde o primeiro dia, e domínio próprio para links curtos depende de configuração de DNS e certificado, tratada caso a caso, segundo a documentação. Não é um recurso de um clique em lugar nenhum.
Se o motivo é a campanha, o caminho é montar o link com um gerador de UTM e, a partir dele, o link curto. No GoLoop a campanha é um cadastro, e o link curto e o QR Code gerados a partir dela herdam a campanha: o clique no folheto soma com o clique no e-mail na mesma tela, e o resultado se lê por campanha, em visitas, pessoas identificadas e conversões.
Como escolher um encurtador sem se prender ao grátis?
Antes de criar a conta, responda a cinco perguntas na página de preços do serviço, e não no blog dele:
- Quantos links por mês o plano permite, e o que acontece quando o limite chega?
- Dá para trocar o destino depois de o link circular? Em qual plano?
- Por quanto tempo a estatística fica guardada?
- O que acontece com os links se a conta ficar parada ou for encerrada?
- O código de um link apagado pode ser entregue a outro usuário?
As duas últimas não apareceram em nenhuma das cinco páginas de preços conferidas; a resposta, quando existe, fica nos termos de uso. A resposta do GoLoop para a última está na documentação: o código continua reservado para sempre, mesmo depois de o link ser apagado, e a lixeira tira o link do ar sem perder o histórico. Para a penúltima, o caso goo.gl mostra que a política pode mudar, e que link sem uso é o primeiro a morrer.
Depois de escolher, o teste é curto. Crie um link, cole num grupo de teste do WhatsApp sem clicar, e veja se o contador subiu. Se subiu, o encurtador conta pré-visualização como clique, e todo número dele daqui em diante vem inflado. Se não subiu, clique você, abra o site e confira se a visita chegou com origem no seu Google Analytics ou na tela de atividades da sua ferramenta. É um teste de dez minutos que vale mais do que a tabela de preços inteira.
Perguntas frequentes
O plano grátis do Bitly ainda mostra quantos cliques o link teve?
Mostra o total: o texto do plano diz "Unlimited clicks & QR Code scans". O que ele não tem é histórico por período, marcado com traço na linha "Data History" da página de preços, e o primeiro plano que tem, o Core, só é vendido com cobrança anual, US$ 120 de uma vez, pela mesma página.
Link curto grátis expira?
Depende do serviço, e a resposta está na linha "Default Link Expiration" da página de preços do TinyURL: o grátis e o Pro dizem "Never Expires", mas o plano Bulk 50K, de US$ 69 por mês, expira links em 90 dias por padrão. Expiração programada, escolhida por você, é recurso pago em todos os serviços comparados que a informam em texto.
O encurtador grátis serve para QR Code?
Serve para gerar a imagem, com limite: 2 por mês no Bitly, 10 no Rebrandly e um só estilo no Cuttly, pelas páginas de preços. O QR herda o limite do link, então um QR grátis do Bitly aponta para um destino que não pode ser trocado; no GoLoop, a imagem é relida antes do download para garantir que o código lê, porque material impresso não tem como ser desfeito.
Meus links do goo.gl ainda funcionam?
Os que tinham atividade no fim de 2024, sim, pela atualização de agosto de 2025 do anúncio do Google. Os que estavam parados e passaram a exibir o aviso de que deixariam de funcionar pararam em 25 de agosto de 2025, e o Google recomenda recriá-los em outro encurtador.
O encurtador grátis atrapalha o Google Analytics?
Pode atrapalhar: a documentação do GA4 lista encurtadores entre as causas de tráfego sem origem. A proteção é colocar a UTM na URL de destino, e não no link curto, porque o GA4 lê os parâmetros da página aberta. Note que o Short.io vende "Referrer hiding" como recurso do plano Hobby, o oposto do que uma atribuição precisa.
O próximo passo
Abra a página de preços do encurtador que você usa hoje e procure a linha de troca de destino. Se o seu plano tem um traço ali, cada link seu que já está impresso ou publicado é um link que você não controla mais, e esse é o custo do encurtador de links gratuito que nenhuma tabela mostra.
Cícero Moura
Cícero Moura é fundador da GoLoop. Escreve sobre jornada do visitante, funil e o que os números do site realmente dizem, a partir do produto que constrói.
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